Correspondência da Casa de Dentro # 4

Nem todo cansaço é físico: um olhar gentil sobre a saúde emocional

Tem dias em que o corpo até responde, mas algo dentro de nós parece não acompanhar.

Acordamos, cumprimos tarefas, seguimos o ritmo…
mas existe um cansaço mais silencioso, difícil de explicar.
Não é exatamente sono. Não é apenas falta de descanso.

É emocional.

A saúde emocional não aparece em exames,
mas se revela nos pequenos sinais do cotidiano:
na irritação que chega sem aviso,
no desânimo que se prolonga,
na vontade de se recolher do mundo.

Cuidar da saúde emocional não significa estar bem o tempo todo.
Significa aprender a se escutar com mais honestidade e menos julgamento.

É perceber quando algo não está bem —
e, ao invés de se cobrar, se acolher.

Às vezes, o que nós precisamos não é de mais força…
mas de mais gentileza consigo mesma.

Um pouco de pausa.
Um pouco de silêncio.
Um pouco de cuidado que não precisa ser perfeito — só verdadeiro.

Porque, no fim,
cuidar de dentro também é uma forma de seguir.

E seguir, com mais leveza, já é um grande começo.

Com carinho,

Maria Cristina

Instantes


 

 

 

Pequenos encantos de um dia comum!

Com carinho,

Maria Cristina 

Instantes


Domingo com um toque especial!
 Com carinho,  
Maria Cristina 

Entre Filmes

Viviane França

Olá! Como vocês estão? E chegamos ao mês de abril! 

Hoje, voltando para casa, li em um daqueles relógios de rua — que mostram a temperatura e também propagandas — a frase: “Hoje, a verdade tirou folga”. No Brasil, 1º de abril é o Dia da Mentira. Lembro-me, quando pequena, que meus amigos de escola adoravam ‘pregar peças’, inventando histórias falsas. Você precisava ficar bem esperto para não cair em uma mentira. E eles atuavam bem, rs!

E como estamos conversando sobre esse assunto, lembrei-me de um filme que assisti neste último domingo, Família de Aluguel. Uma bela e sensível história que traz a ação de mentir como um comportamento aceitável.

Na história, acompanhamos Phillip (Brendan Fraser), ator estadunidense que fez carreira no Japão ao estrelar comerciais de pasta de dente. Anos após o auge e com dificuldade em encontrar novos papéis, ele entra para o ramo de “famílias de aluguel”, em que agências fornecem atores para se passarem por membros da família daqueles que os contratam. Há a garotinha que precisa de um ‘pai’ para ingressar em uma conceituada escola; a filha de um renomado ator idoso que deseja um ‘jornalista’ para entrevistar seu pai e até um ‘noivo’ para oficializar um casamento.

Na nova profissão, Phillip começa a estabelecer vínculos reais que o fazem refletir, confrontar as próprias verdades e, principalmente, descobrir novas formas de se conectar com os outros e consigo mesmo.

Estrelada pelo ator norte-americano Brendan Fraser, a comédia dramática é dirigida por Hikari, cineasta japonesa que se inspirou na própria história e na curiosa indústria das “famílias de aluguel”. Não deixem de ver! Já está no Disney+.

Instantes

Fim de semana com gosto de praia e calor do sol
Com carinho, Maria Cristina 

Correspondência da Casa de Dentro #3

Conversas em silêncio

De vez em quando, sinto vontade de escrever aquilo que, em silêncio, eu precisava dizer a mim mesma.

Não é sempre que as palavras aparecem com facilidade. Às vezes, elas ficam escondidas, como pensamentos que ainda não encontraram forma. Mas, quando me permito parar um pouco e escutar com mais atenção, elas começam a surgir — devagar, quase tímidas.

Escrever, nesses momentos, se torna uma forma de cuidado.

É como se eu abrisse um espaço para acolher aquilo que ficou guardado por tanto tempo. Sem pressa, sem julgamento. Apenas permitindo que cada sentimento encontre seu lugar.

Há coisas que não conseguimos dizer em voz alta. Talvez porque ainda doam, talvez porque ainda não entendemos completamente. Mas, no silêncio da escrita, elas se tornam mais próximas, mais possíveis.

E, pouco a pouco, aquilo que parecia confuso começa a fazer sentido.

Talvez escrever seja isso: uma maneira de nos aproximarmos de nós mesmos com mais gentileza.

Um gesto simples de escuta.

Com carinho, 

Maria Cristina