Entre Filmes

 

Viviane França

Quem sou eu? Essas são as primeiras palavras que o Dr. Ryland Grace diz ao acordar, sozinho, dentro de uma nave espacial, em algum ponto do espaço.

Assim começa a história de Devoradores de Estrelas, livro escrito por Andy Weir que foi adaptado para o cinema pela dupla de cineastas Phil Lord e Christopher Miller.


Quem me acompanha há um bom tempo, já sabe que eu não sou uma leitora que aprecia assistir histórias baseadas em obras transpostas para a grande tela. Geralmente, essas versões percorrem um caminho diferente das narrativas escritas nas páginas do livro.

Mas, como crítica de cinema, devo admitir que isso se faz necessário. Um roteirista precisa reconstruir uma história escrita no papel, transformando os capítulos em cenas visuais com cenários e diálogos. E Drew Goddard conseguiu fazer isso com muita sensibilidade. Conhecido por também roteirizar ‘Perdido em Marte’, Goddard tornou o filme de quase três horas de duração em uma viagem divertida e emocionante.

Vocês já leram o livro? Eu o conheci alguns anos atrás, depois de descobrir outro romance de Andy Weir em uma biblioteca. Foi ‘Perdido em Marte’. Algum tempo depois, a obra ganharia uma adaptação para o cinema estrelada por Matt Damon.  Desde então, Andy Weir passou a ser um dos meus autores favoritos.

Mas vamos conversar um pouco sobre o filme, que acerta por trazer como protagonista Ryan Gosling, um dos atores mais versáteis e talentosos da sua geração. Na história, ele vive o professor de ciências Ryland Grace que acorda em uma nave espacial sem nenhuma lembrança de como chegou lá. Único sobrevivente da missão, ele não se lembra do próprio nome e muito menos do que precisa fazer. Tudo o que sabe é que dormiu por muito tempo. Conforme sua memória retorna lentamente, Grace descobre que deve resolver o enigma por trás de uma misteriosa substância que está fazendo o sol se apagar. Mas a missão muda completamente quando surge outra nave no mesmo sistema solar onde a nave de Grace se encontra. Nesse momento, sua missão ganha um novo significado.

Com uma bela trilha musical, diálogos inspiradores e personagens cativantes – a atriz Sandra Hüller nos conquista no seu papel como a diretora responsável pelo Projeto Hail Mary, Eva Stratt -, ‘Devoradores de Estrelas’ nos leva a caminhar ao lado de seus heróis. Ao nos despedirmos deles, fica um aperto no coração.

Ficou com vontade de dar o play? O filme pode ser assistido na Prime Video. Uma boa viagem!

Cultura pelo Centro Histórico de São Sebastião

 

Hoje fui para São Sebastião, a mais antiga cidade do litoral norte, para caminhar pelo seu Centro Histórico do século XVII. Da orla central podemos avistar o arquipélago Ilhabela com sua cadeia de montanhas cobertas pela Mata Atlântica. É uma linda vista para se contemplar sentada nos bancos de madeira da Praça da Cultura, que ficam posicionados de frente para o Canal de São Sebastião. A vista panorâmica dos picos da ilha é um descanso para os olhos, assim como o vaivém das balsas e dos veleiros.

São Sebastião possui casarões coloniais e é uma cidade bonita para se visitar. Hoje conheci a Casa da Cultura, instalada em um belo prédio do século XIX. O espaço oferece oficinas para todas as faixas etárias, exposições de artes plásticas, apresentações musicais e diversos eventos culturais que celebram a memória caiçara de São Sebastião.


Na praça também há a Casa Caiçara, um espaço que reconstrói fielmente as antigas moradias dos pescadores do litoral, feita com paredes de pau-a-pique e fogão a lenha.

Caminhar pelo Centro Histórico dessa charmosa e tranquila cidade litorânea é uma forma de viajar no tempo.

Instantes

 

Pequenas pausas que aquecem o coração e convidam a olhar o mundo - e a si mesmo - com mais serenidade. 

(Parque Ibirapuera - São Paulo - Brasil.)

Com carinho

Maria Cristina 

Instantes

 

”Há dias em que a alma não precisa de respostas. Precisa apenas de uma árvore, um pedaço de mar e um horizonte onde possa descansar.”

Com carinho

Maria Cristina

Uma tarde de inverno em São Paulo

 

Hoje, São Paulo me presenteou com uma daquelas tardes de inverno que parecem ter sido cuidadosamente pintadas.

Enquanto passava por uma avenida, fui tomada por uma emoção difícil de explicar. Os altos prédios estavam banhados pela luz dourada do sol. Seus raios se refletiam nas grandes janelas envidraçadas, transformando concreto e vidro em pequenos espelhos de luz.

Entre os edifícios, um céu intensamente azul fazia questão de ser notado, como se pedisse, em silêncio, que alguém diminuísse o passo apenas para contemplá-lo. Algumas árvores, espalhadas ao longo da avenida, completavam a paisagem com sua presença discreta, lembrando que a natureza sempre encontra um jeito de participar da cidade.

Os carros, apressados, aguardavam impacientes a abertura do semáforo. Cada motorista parecia envolvido em seus próprios compromissos, sem perceber que também fazia parte daquela cena. Eram personagens de uma beleza que talvez passasse despercebida para muitos.

Continuei meu caminho. A avenida ficou para trás, mas aquele instante permaneceu comigo.

Alguns momentos são assim. Duram apenas alguns minutos, mas encontram um lugar permanente dentro de nós.

A fotografia eternizou a paisagem. Meu coração guardou a emoção.

Com carinho,

Maria Cristina 

Festas Juninas

Olá! Domingo ensolarado e com um ventinho frio. Hoje foi dia de preparar uma Canjica. Gosto de comê-la bem quente, mas há quem a prefira fria.

No Nordeste brasileiro, ela é chamada de mungunzá, mas no Sudeste a chamamos de canjica. É um doce feito de grãos de milho-branco inteiros, cozidos em um caldo contendo leite, leite de coco, açúcar, canela em rama e cravo-da-índia.

Os ingredientes são simples, mas o preparo deve seguir algumas etapas: 1º: deixe de molho por 12 horas; 2º: cozinhe na panela de pressão por cerca de 40 minutos (com a canela e o cravo); 3º: cozinhe em fogo baixo com o leite, o leite de coco e o açúcar até ficar cremosa. Para finalizar, polvilhe canela em pó e sirva.

Prepare-se para sua cozinha ficar com o cheirinho de cravo e canela no ar!

Para que vocês possam conhecer um pouquinho da Festa Junina, também tirei algumas fotos da decoração. Registrei as tradicionais bandeirinhas coloridas, que não podem faltar, e algumas barracas cheias de guloseimas.   

Quando o Brasil entra em campo

Essa semana tem jogo do Brasil na Copa do Mundo.

Estou em uma loja do shopping quando, ao me despedir, uma vendedora me agradece pela visita. Seus olhos brilham de entusiasmo. Com um sorriso largo, deseja: “Bom jogo!”.

Percebo que a alegria é geral.

Pelos corredores, as pessoas passam exibindo algum detalhe em verde e amarelo. Alguns, mais entusiasmados, vestem a camisa da Seleção com orgulho. Outros carregam discretamente uma bandeira, um boné ou um simples adereço que denuncia a torcida.

De repente, avisto um pet passeando ao lado de seu dono. No pescoço, uma bandana verde e amarelo balança a cada passo. Ele desfila orgulhosamente entre os torcedores.

Há algo especial nesses dias.

Por algumas horas, diferenças ficam em segundo plano e uma mesma expectativa une desconhecidos. Os sorrisos se encontram, os cumprimentos surgem espontaneamente e a esperança veste as cores da bandeira.

Hoje, a alegria passeia pelos corredores, ilumina os semblantes e aquece os corações. O futebol pode durar apenas noventa minutos, mas a alegria que ele desperta começa muito antes do apito inicial.

Avante, Brasil!

Bom jogo!

Com carinho

Maria Cristina