Entre Filmes

 

Viviane França

Olá! Hoje Tem Série Nova! Um espaço em que conversaremos sobre séries que trazem boas histórias. Não, necessariamente, séries que estão estreando, mas histórias que, muitas vezes, precisam ser descobertas.

A Invasão (Invasion), da Apple TV+, que estreou no streaming em 2021, é uma dessas histórias que vale a pena se sentar no sofá em uma tarde de domingo. Já são 3 temporadas criadas por Simon Kinberg e David Weil. Com um elenco que se destaca, um roteiro inteligente e instigante e belas locações ao redor do mundo, traz a história sobre uma invasão alienígena em nosso planeta. O melhor de tudo é que tudo é contado através da perspectiva de diferentes personagens espalhados pelo mundo.

Hoje conversaremos sobre a primeira temporada, onde acompanhamos 4 personagens, cada qual envolvido em um acontecimento, em diferentes lugares do mundo. São os primeiros sinais de que nosso planeta está sob ataque de uma entidade extraterrestre silenciosa e letal. No primeiro episódio, já entramos em contato com esses invasores ao lado do xerife Tyson (Sam Neill), um agente da lei de uma pequena cidade americana. Lugar onde tudo se inicia.


A partir do 2º episódio, saltamos para Long Island, Nova York, onde conhecemos Aneesha Malik (Golshifteh Farahani), uma médica e mãe de dois filhos. Certa noite, enquanto ela e seu marido discutem sobre um caso extraconjugal, seu bairro é atacado. Para protegerem seus filhos, eles fogem da cidade em direção ao interior dos EUA. Será pelo caminho que seu filho Luke (Azhy Robertson) — que começa a ter estranhas ligações sensoriais com os alienígenas — encontra um misterioso fragmento de metal alienígena.

Do outro lado do mundo, no Japão, conhecemos Mitsuki Yamato (Shioli Kutsuna), uma engenheira aeroespacial da JAXA que está em luto após a morte da namorada Hinata. Uma astronauta cuja nave espacial se desintegrou ao colidir com algo invisível no espaço. Recusando-se a aceitar que Hinata morreu em vão, Mitsuki começa a investigar os sinais de rádio da nave.

No continente europeu, no Reino Unido, um garoto chamado Casper Morrow (Billy Barratt) passa a se conectar psiquicamente com a mente dos alienígenas, após seu ônibus escolar sofrer um acidente e cair dentro de uma cratera. Lugar onde ele e um grupo de colegas, dentre eles, sua amiga Jamila Huston (India Brown), ficam presos.

Nas areias do Afeganistão, conhecemos o soldado americano Trevante Cole (Shamier Anderson) que, após confrontar os alienígenas com a sua tropa, precisa atravessar o deserto em busca de ajuda.

Com 10 episódios, a série nos conquista e nos instiga a continuar a jornada. São vários núcleos e personagens que vão contando suas histórias, mostrando suas vulnerabilidades e lutando, ora física, ora psiquicamente, contra os invasores. Alienígenas que, aliás, são mantidos em mistério nos primeiros episódios. Com o passar dos acontecimentos, vamos descobrir que eles conseguem projetar memórias, vozes de pessoas queridas e até manipular o cérebro humano, causando visões e estados catatônicos. E é a partir disso que a série fica mais intrigante e nos conquista.

Serão viagens intensas, com um desfecho que fará você querer assistir de imediato ao primeiro episódio da próxima temporada.

Boa sessão pipoca!😘

Entre a pressa e o amanhecer

A estrada já estava cheia. Carros seguiam em diferentes direções, cada um carregando seus destinos, compromissos e talvez alguns pensamentos ainda sonolentos.

Mas, lá no fim do caminho, o sol nascia. Amarelo, intenso, iluminando as nuvens e desenhando cores no céu. Acima dele, o azul começava a ocupar seu espaço, anunciando que um novo dia estava chegando. Por alguns segundos, a pressa parecia menor diante daquela beleza.

E pensei que, mesmo nos caminhos mais movimentados, a vida encontra um jeito de nos oferecer pequenos convites para olhar para cima — ou, nesse caso, para o horizonte.

Talvez o dia comece assim: entre o movimento dos carros e a delicadeza de um céu que insiste em nos lembrar que tudo pode recomeçar.

Com carinho,

Maria Cristina 

Entre Livros

 

Viviane França

Olá! Hoje trago uma dica de leitura: Podemos fazer coisas difíceis: respostas para 20 questões de vida, da editora HarperCollins. Um livro de autoconhecimento escrito por Glennon Doyle, junto com sua irmã, Amanda Doyle, e sua esposa, Abby Wambach. As três apresentam o podcast We Can Do Hard Things, que traz conversas francas sobre temas como saúde mental, relacionamentos e propósito de vida.

Durante a leitura, nos deparamos com várias questões e dilemas comuns que nos deixam com dúvidas e emocionalmente inseguros, com a sensação de estarmos à deriva em nossa própria vida. Perguntas como: Como saber o que fazer? Como fazer e manter amizades verdadeiras? Por que não consigo ser feliz? Como perdoar? Como amar a minha pessoa? Como deixar as coisas para trás? Por que sinto tanta raiva? Entre outras.

Apesar de o livro conter mais de 500 páginas, a leitura é fluida. Li a obra devagarinho, um capítulo por dia. Às vezes, retornava ao mesmo assunto no dia seguinte, pois Podemos fazer coisas difíceis não é uma obra para ser apenas lida. Há vários trechos que chamarão sua atenção e que você terá vontade de copiar ou destacar com um post-it.

Com uma diagramação agradável e limpa, você se sentirá batendo um papo com as autoras, como se estivesse ao lado delas em uma aconchegante sala com sofás e uma lareira. Essa é uma sensação que você terá assim que folhear as primeiras páginas. Os títulos dos capítulos, subtítulos, ilustrações e recortes — que trazem páginas com margens confortáveis, em que o texto “passeia” pelas folhas — saltarão aos seus olhos.

Sem aquele texto denso que muitas vezes faz parte desse tipo de obra, Podemos fazer coisas difíceis é um livro que nos faz lembrar que, por mais difícil que seja a fase que estamos enfrentando em nossa vida, devemos nos lembrar de que outra pessoa já passou por ela.

Compartilhar nossas experiências pode nos ajudar a enfrentar os obstáculos que surgem pelo caminho da nossa existência.

As flores pelo caminho

 

Hoje, enquanto caminhava pela praia, presenciei uma cena que me fez refletir.

Um jovem seguia pela calçada em sua bicicleta. Pedalava cada vez mais rápido, sorrindo com a alegria de quem simplesmente aproveita o vento no rosto. Havia um entusiasmo bonito em seu jeito de seguir em frente.

Na cestinha presa à bicicleta estavam dois vasos de flores. Ou, talvez, o que restava deles.

Com o balanço da bicicleta, os vasos quase caíam. Aos poucos, as pétalas iam se desprendendo e desenhando um delicado rastro colorido pelo caminho. O rapaz, porém, não percebia. Continuava pedalando, olhando apenas para a frente, feliz com o instante que vivia. Fiquei observando até que ele desapareceu ao longe.

 Penso que a vida também é assim.

Enquanto seguimos em direção ao que desejamos, alguma coisa sempre fica pelo caminho. São sonhos que mudam de forma, fases que terminam, pessoas que seguem outros rumos ou versões de nós mesmos que já cumpriram o seu tempo.

Nem sempre percebemos essas pequenas despedidas. E talvez nem precisemos percebê-las no exato momento em que acontecem. As pétalas não voltaram para os vasos, mas, por alguns instantes, transformaram o caminho em um jardim. Talvez seja esse o destino de algumas coisas em nossa vida: não permanecer conosco para sempre, mas deixar beleza suficiente para que a caminhada faça ainda mais sentido.

Com carinho,

Maria Cristina

Visitas, histórias e museus

 

Olá! Como vocês estão?

Em um sábado ensolarado, fui visitar Santana de Parnaíba, uma pequena e linda cidade do interior do estado de São Paulo. Como curiosidade, a cidade foi fundada em 1580, época em que ela foi um dos pontos de partida das expedições dos bandeirantes pelo interior do território. Em 1982, a cidade foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT).

Para quem gosta de história, o Centro Histórico é um museu a céu aberto. Calce um sapato confortável ou um tênis e se prepare para caminhar por suas ladeiras. Não se esqueça da máquina fotográfica ou do celular para tirar lindas fotos! Há casas e sobrados construídos entre os séculos 16 e 20, a Igreja Matriz de Santa Ana com sua única torre e altares em estilo rococó, uma praça com jardins, bancos e um coreto, além de monumentos com obras ao ar livre – como as 17 estátuas do Monumento Caminhos do Tietê - e o Museu Anhanguera.


Hoje, visitei o Museu Anhanguera, um imóvel do século XVII que foi propriedade do bandeirante Bartolomeu Bueno, o Anhanguera. A casa foi tombada em 1958 e transformada em museu. Além de painéis com fotos e a história do início da colonização do Brasil, há um acervo material. Gostei especialmente dos móveis, da cama, dos armários, das lamparinas usadas por eles. Foi como retornar no tempo e sentir seus antigos moradores caminhando pelos cômodos da casa!
 

E depois de tanto caminhar escolha um dos cafés ou docerias que ficam próximos à praça. Fiz uma pausa em um desses cafés, que também trazia um espaço com o rico artesanato da região. O café era passado na hora, em um charmoso coador de tecido, e servido, junto com o leite, em uma garrafa térmica. O cafezinho estava delicioso!

Instantes

 

 

Uma casa de madeira, uma árvore antiga, algumas flores e a tranquilidade de uma manhã.

Nada de extraordinário. E talvez seja justamente aí que mora a beleza.

Naqueles pequenos momentos em que a vida, sem fazer barulho, nos convida a  olhar.

Com carinho,

Maria Cristina


Entre Livros

No último domingo terminei a leitura de Um amor de despedida da autora sul-coreana Seo Eun-chae. Uma obra curta da editora Intrínseca – são 206 páginas – que nos leva a uma viagem emocional. A autora nos traz uma história de amizade, amor, arrependimentos, despedidas e luto com sensibilidade, por vezes, nos surpreendendo com seus diálogos.

Vamos conhecer um pouquinho da obra...

Heewan vive há seis anos carregando a culpa pela morte de seu melhor amigo e primeiro amor, Ramwoo, que morreu tentando salvá-la em um acidente. Certo dia, ela o vê debaixo de uma cerejeira, aparentando estar mais velho. Porém, a realidade é ainda mais surpreendente: Ramwoo tornou-se um Ceifador, responsável por conduzir almas após a morte. Sua missão agora é avisar Heewan de que ela tem apenas sete dias de vida.

Diante dessa notícia, Ramwoo incentiva a amiga a escrever uma lista de desejos. Os dois embarcam em uma jornada para realizá-los, revisitando lembranças e enfrentando sentimentos que permaneceram guardados durante anos.

Com uma escrita fluida e capítulos curtos, a autora alterna passado e presente para contar essa história. Vamos de um tempo ao outro para compreendermos o curso dos acontecimentos e, com isso, conhecer com profundidade cada personagem. Falar um pouquinho mais sobre o enredo seria tirar o gostinho da surpresa da história, que segue por um caminho que me surpreendeu. 

Com carinho,

Maria Cristina 

Entre Filmes

 

Viviane França

Quem sou eu? Essas são as primeiras palavras que o Dr. Ryland Grace diz ao acordar, sozinho, dentro de uma nave espacial, em algum ponto do espaço.

Assim começa a história de Devoradores de Estrelas, livro escrito por Andy Weir que foi adaptado para o cinema pela dupla de cineastas Phil Lord e Christopher Miller.


Quem me acompanha há um bom tempo, já sabe que eu não sou uma leitora que aprecia assistir histórias baseadas em obras transpostas para a grande tela. Geralmente, essas versões percorrem um caminho diferente das narrativas escritas nas páginas do livro.

Mas, como crítica de cinema, devo admitir que isso se faz necessário. Um roteirista precisa reconstruir uma história escrita no papel, transformando os capítulos em cenas visuais com cenários e diálogos. E Drew Goddard conseguiu fazer isso com muita sensibilidade. Conhecido por também roteirizar ‘Perdido em Marte’, Goddard tornou o filme de quase três horas de duração em uma viagem divertida e emocionante.

Vocês já leram o livro? Eu o conheci alguns anos atrás, depois de descobrir outro romance de Andy Weir em uma biblioteca. Foi ‘Perdido em Marte’. Algum tempo depois, a obra ganharia uma adaptação para o cinema estrelada por Matt Damon.  Desde então, Andy Weir passou a ser um dos meus autores favoritos.

Mas vamos conversar um pouco sobre o filme, que acerta por trazer como protagonista Ryan Gosling, um dos atores mais versáteis e talentosos da sua geração. Na história, ele vive o professor de ciências Ryland Grace que acorda em uma nave espacial sem nenhuma lembrança de como chegou lá. Único sobrevivente da missão, ele não se lembra do próprio nome e muito menos do que precisa fazer. Tudo o que sabe é que dormiu por muito tempo. Conforme sua memória retorna lentamente, Grace descobre que deve resolver o enigma por trás de uma misteriosa substância que está fazendo o sol se apagar. Mas a missão muda completamente quando surge outra nave no mesmo sistema solar onde a nave de Grace se encontra. Nesse momento, sua missão ganha um novo significado.

Com uma bela trilha musical, diálogos inspiradores e personagens cativantes – a atriz Sandra Hüller nos conquista no seu papel como a diretora responsável pelo Projeto Hail Mary, Eva Stratt -, ‘Devoradores de Estrelas’ nos leva a caminhar ao lado de seus heróis. Ao nos despedirmos deles, fica um aperto no coração.

Ficou com vontade de dar o play? O filme pode ser assistido na Prime Video. Uma boa viagem!

Cultura pelo Centro Histórico de São Sebastião

 

Hoje fui para São Sebastião, a mais antiga cidade do litoral norte, para caminhar pelo seu Centro Histórico do século XVII. Da orla central podemos avistar o arquipélago Ilhabela com sua cadeia de montanhas cobertas pela Mata Atlântica. É uma linda vista para se contemplar sentada nos bancos de madeira da Praça da Cultura, que ficam posicionados de frente para o Canal de São Sebastião. A vista panorâmica dos picos da ilha é um descanso para os olhos, assim como o vaivém das balsas e dos veleiros.

São Sebastião possui casarões coloniais e é uma cidade bonita para se visitar. Hoje conheci a Casa da Cultura, instalada em um belo prédio do século XIX. O espaço oferece oficinas para todas as faixas etárias, exposições de artes plásticas, apresentações musicais e diversos eventos culturais que celebram a memória caiçara de São Sebastião.


Na praça também há a Casa Caiçara, um espaço que reconstrói fielmente as antigas moradias dos pescadores do litoral, feita com paredes de pau-a-pique e fogão a lenha.

Caminhar pelo Centro Histórico dessa charmosa e tranquila cidade litorânea é uma forma de viajar no tempo.

Instantes

 

Pequenas pausas que aquecem o coração e convidam a olhar o mundo - e a si mesmo - com mais serenidade. 

(Parque Ibirapuera - São Paulo - Brasil.)

Com carinho

Maria Cristina 

Instantes

 

”Há dias em que a alma não precisa de respostas. Precisa apenas de uma árvore, um pedaço de mar e um horizonte onde possa descansar.”

Com carinho

Maria Cristina