”Há dias em que a alma não precisa de respostas. Precisa apenas de uma árvore, um pedaço de mar e um horizonte onde possa descansar.”
Com carinho
Maria Cristina
”Há dias em que a alma não precisa de respostas. Precisa apenas de uma árvore, um pedaço de mar e um horizonte onde possa descansar.”
Com carinho
Maria Cristina
Hoje, São Paulo me presenteou com uma daquelas tardes de inverno que parecem ter sido cuidadosamente pintadas.
Enquanto passava por uma avenida, fui tomada por uma emoção difícil de explicar. Os altos prédios estavam banhados pela luz dourada do sol. Seus raios se refletiam nas grandes janelas envidraçadas, transformando concreto e vidro em pequenos espelhos de luz.
Entre os edifícios, um céu intensamente azul fazia questão de ser notado, como se pedisse, em silêncio, que alguém diminuísse o passo apenas para contemplá-lo. Algumas árvores, espalhadas ao longo da avenida, completavam a paisagem com sua presença discreta, lembrando que a natureza sempre encontra um jeito de participar da cidade.
Os carros, apressados, aguardavam impacientes a abertura do semáforo. Cada motorista parecia envolvido em seus próprios compromissos, sem perceber que também fazia parte daquela cena. Eram personagens de uma beleza que talvez passasse despercebida para muitos.
Continuei meu caminho. A avenida ficou para trás, mas aquele instante permaneceu comigo.
Alguns momentos são assim. Duram apenas alguns minutos, mas encontram um lugar permanente dentro de nós.
A fotografia eternizou a paisagem. Meu coração guardou a emoção.
Com carinho,
Maria Cristina
No Nordeste brasileiro, ela é chamada de mungunzá, mas no Sudeste a chamamos de canjica. É um doce feito de grãos de milho-branco inteiros, cozidos em um caldo contendo leite, leite de coco, açúcar, canela em rama e cravo-da-índia.
Os ingredientes são simples, mas o preparo deve seguir algumas etapas: 1º: deixe de molho por 12 horas; 2º: cozinhe na panela de pressão por cerca de 40 minutos (com a canela e o cravo); 3º: cozinhe em fogo baixo com o leite, o leite de coco e o açúcar até ficar cremosa. Para finalizar, polvilhe canela em pó e sirva.
Prepare-se para sua cozinha ficar com o cheirinho de cravo e canela no ar!
Para que vocês possam conhecer um pouquinho da Festa Junina, também tirei algumas fotos da decoração. Registrei as tradicionais bandeirinhas coloridas, que não podem faltar, e algumas barracas cheias de guloseimas.
Essa semana tem jogo do Brasil na Copa do Mundo.
Estou em uma loja do shopping quando, ao me despedir, uma vendedora me agradece pela visita. Seus olhos brilham de entusiasmo. Com um sorriso largo, deseja: “Bom jogo!”.
Percebo que a alegria é geral.
Pelos corredores, as pessoas passam exibindo algum detalhe em verde e amarelo. Alguns, mais entusiasmados, vestem a camisa da Seleção com orgulho. Outros carregam discretamente uma bandeira, um boné ou um simples adereço que denuncia a torcida.
De repente, avisto um pet passeando ao lado de seu dono. No pescoço, uma bandana verde e amarelo balança a cada passo. Ele desfila orgulhosamente entre os torcedores.
Há algo especial nesses dias.
Por algumas horas, diferenças ficam em segundo plano e uma mesma expectativa une desconhecidos. Os sorrisos se encontram, os cumprimentos surgem espontaneamente e a esperança veste as cores da bandeira.
Hoje, a alegria passeia pelos corredores, ilumina os semblantes e aquece os corações. O futebol pode durar apenas noventa minutos, mas a alegria que ele desperta começa muito antes do apito inicial.
Avante, Brasil!
Bom jogo!
Com carinho
Maria Cristina
O segredo está em escolher o milho. Não escolha um milho com grãos muito amarelos e um pouco murchos, pois isso significa que eles estão mais maduros. Já se eles estiverem branquinhos, com os grãos bem estufados, então eles estão novos e perfeitos para saborear.
E o preparo é simples. Em uma panela grande, coloque água e as espigas de milho. Adicione um pouco de sal. Leve ao fogo alto e deixe cozinhar por cerca de 30 minutos ou até que os grãos de milho estejam macios.
Uma delícia para aquecer as tardes frias do inverno!
Além de visitar o Centro Histórico com suas Edificações Históricas, Igrejas e Capelas e suas lindas praias, o visitante pode dar um passeio de barco e ter a sorte de avistar uma Baleia Jubarte. Nesta época, Baleias e Golfinhos de várias espécies podem ser avistados na costa de São Sebastião e no Arquipélago de Ilhabela.
Observo as pessoas que passam pela rua e não consigo deixar de pensar que cada uma delas carrega uma história diferente.
Algumas levam mochilas pesadas nas costas. O peso parece fazê-las inclinar o corpo para frente, como se cada passo exigisse um esforço a mais. Outras caminham apressadas, com os olhos fixos em algum destino que não querem perder. Há também aquelas que seguem em silêncio, mergulhadas em pensamentos que ninguém ao redor é capaz de adivinhar.
Às vezes elas se esbarram. Trocam um rápido pedido de desculpas e continuam seu caminho. Cada uma seguindo sua própria jornada, ocupada demais para perceber as histórias que cruzam a sua.
Fico observando por alguns minutos e me pergunto quais fardos carregam. Quais preocupações habitam aqueles semblantes sérios? Quais sonhos ainda esperam realizar? Quais dores escondem atrás de um sorriso apressado?
Então me ocorre que talvez as mochilas visíveis sejam as mais leves. Muito mais pesados podem ser os pesos invisíveis que cada pessoa leva dentro de si: as perdas, as saudades, os medos, as responsabilidades, as expectativas e as batalhas que ninguém vê.
Talvez seja por isso que a gentileza seja tão importante. Nunca sabemos o tamanho da mochila invisível que o outro está carregando.
E enquanto observo as pessoas desaparecerem na multidão, levo comigo esse pensamento: todos estamos caminhando, cada um à sua maneira, tentando seguir em frente com os pesos que a vida nos confiou.
Com carinho,
Maria Cristina
Olá! Um amanhecer
de sábado friozinho.
O dia certo para preparar uma receita de Curau! Milho cozinhando no fogo e cheiro de canela perfumando a cozinha. A receita é simples: milho verde, açúcar, leite e canela em pó para polvilhar na hora de servir.
Tradicional na culinária brasileira, esse é um dos doces mais gostosos da Festa Junina.